Internacionalizar empresas segue uma máxima simples e antiga: não colocar todos os ovos em um único cesto. No Espírito Santo, isso é especialmente verdadeiro. Há décadas, empresas capixabas mantêm vocação internacional, seja pela exportação de commodities, seja pela importação de insumos e tecnologia. O estado sempre soube olhar além das suas fronteiras.

Internacionalizar é muito mais que comércio exterior. É um movimento de maturidade empresarial. Quando uma empresa decide atuar em outro mercado, ela sai da zona de conforto de um terreno já dominado, o brasileiro, e se expõe a novas regras, novos clientes e novos padrões de competitividade.

Esse desafio acelera crescimento e traz visibilidade: a empresa passa a ser reconhecida além de suas fronteiras. Isso agrega valor à marca e abre oportunidades que o mercado doméstico não oferece.

Há uma vantagem competitiva que poucos observam. O empresário brasileiro é, por formação, extraordinariamente resiliente. Sobreviver décadas de inflação descontrolada, juros estratosféricos, burocracia kafkiana e um sistema tributário de complexidade ímpar, agravado por uma reforma que, na prática, multiplicou obrigações acessórias em vez de simplificá-las, forja gestores com capacidade de adaptação que poucos mercados no mundo conseguem desenvolver. Esse é o nosso diferencial silencioso.

Além da expansão de mercado, há duas vantagens estratégicas. A primeira é o acesso a funding em moeda forte e a juros incomparavelmente inferiores aos praticados no Brasil. A segunda, especialmente relevante para setores que permitem trabalho remoto como tecnologia: manter operações e equipes no Brasil, prestando serviços remotamente para clientes no exterior e recebendo em moeda forte. Aqui, o custo da mão de obra brasileira e a qualidade técnica reconhecida internacionalmente formam uma vantagem imediata.

Portugal desponta como a porta de entrada natural para o mercado europeu. Os números justificam. A União Europeia reúne cerca de 450 milhões de consumidores, com um PIB per capita que ultrapassa 41 mil dólares anuais, mais de quatro vezes o brasileiro, estimado em cerca de 10 mil dólares. Língua comum, sistema jurídico de raiz latina, tratados bilaterais com o Brasil e a condição de membro pleno da União Europeia fazem de Portugal um porto de entrada único para empresas brasileiras que buscam segurança jurídica e acesso estratégico ao continente.

O Lide Espírito Santo, com sua rede de escritórios distribuída pelos principais centros econômicos do mundo, oferece aos empresários capixabas exatamente o que internacionalizar exige: conexões qualificadas, acesso a mercados e suporte de quem já fez esse percurso.

Internacionalizar agora é necessário e viável.


Marcio Brotto de Barros
Sócio da Bergi Advocacia e da Ene Inteligência Empresarial | Head da Vertical de Internacionalização do Lide-ES